terça-feira, outubro 31, 2006

Doses de Devana Devon


“O profissional, ao contrário do amador, faz das jacas suas pantufas,
desopila o fígado gargalhando, evita crises renais com *gatorade,
cura doença com cachaça de arnica
e acorda no dia seguinte entornando vodca dentro do coco gelado”.
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(Devana Devon)

Nós somos as Calcinhas ao Léo...


Da esquerda pra direita: GY-rassol, MARLArida,JuruBEBA (presidente do nosso fã clube e dona da câmera digita), MARI-sol e a linguaruda bonitinha é a TATI Berlim.

Noite de Lançamento da Primeira Edição do "Calcinhas ao Léo" na calçada da fama.

Essa segunda edição do jornal é composta por ressaca, TPM e uma pontinha de inveja de um jornalzinho metido a besta que apareceu para concorrer. Dani Boy e Felipe Ferreira, que não compareceram no lançamento da primeira edição,não viram as fotos e tiveram seus créditos retirados das suas frases.Demitidos por justa calça, foram trabalhar com a concorrência. Dani, nosso astrólogo, agora mente o horóscopo e para não perdermos a credibilidade, resolvemos suspendê-lo e mandá-lo para Plutão, especializar-se em Astrologia Obstetrícia.Felipe Ferreira, o que enfiava sua cabeça pensante no meio das nossas calcinhas, foi rebaixado a assinar como um mero autor desconhecido.Outra coisa que contribuiu para a demora dessa segunda edição é que foi cansativo dar pra todo mundo na primeira.Esse negócio de distribuição gratuita é exaustivo.E nem sempre se é reconhecido e valorizado, às vezes pode até pegar mal. Teve gente que do jornal inteiro, só lembrava de dois erros ortográficos que leu. Não tivemos um revisor decente, o que arranjamos era bonito demais para que o aproveitássemos somente na correção.

Bem, não vamos nos ressentir. Tivemos muito trabalho, mas a festa foi um sucesso. Quis brindar com a mulherada indócil os primeiros passos de um projeto que é fruto de um amor feito às pressas, nas coxas, numa deliciosa rapidinha entre duas cuecas e quatro calcinhas.

A comemoração foi em grande estilo.Naquele mesmo lugar de sempre, a sexta-feira ao Léo não era só mais uma sexta-cash.Adornada por varais e calcinhas entre jornais, curiosos feticheiros que passavam e cheiravam as calcinhas, reclamaram imediatamente do cheirinho de sabão_gostam mesmo é do cheiro íntimo. Pois então, atendendo a pedidos, desta vez elas vêm exalando Dermacyd.

Gatorade* vai e vem, jornal sendo lançado dentro e fora da FACHA e uma chuva torrencial fertilizando nossos flertes. Todos com os ânimos já bastante alterados e o álcool realçando as habilidades sociais dos convidados.No meio de tanta doação não sobrou um exemplar_ quando acabou ninguém sabe, ninguém viu, ou não se lembra mais. O que as fotos podem comprovar são os flertes descarados, apetites desordenados, propostas indecentes, amores urgentes, gente se implicando à toa e querendo outros fins. Os beijos na boca são dados que foram rolados!
E das calcinhas encharcadas, uma delas foi seqüestrada, acreditem, molhada que estava, sumiu por aí...
O varal está desfalcado.

Gatorade: cerveja
Revisor: Pablo Martins

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quinta-feira, outubro 19, 2006

DEVANA DEVON É O CARA-LÉO (3X4)


Foto: Catarina Cruz

Devana Devon é faminta como uma flor carnívora e
sedenta como uma vitória-régia abandonada na areia.
Seu prato predileto é picanha ao forno e sua música “Eu bebo sim e vou vivendo”.
Seu livro de cabeceira, “Confesso que bebi”.
Defensora dos frascos de comprimidos e viciada em florais de bar.
Medicina para ela, é uma alternativa,
mas prefere fazer relações em áreas públicas e privadas.
Demitiu seu jardineiro no dia em que descobriu que seu
jardim estava repleto de copos-de-leite.
Nem todo amor-é-perfeito.


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sábado, outubro 07, 2006

CALCINHAS AO LÉO (Onde o sol não bate, penetra)

Calcinhas ao Léo nasceu ao relento. Entre um gole e outro alguém resolveu desocupar a mão que segurava a cerveja gelada, substituir por uma caneta e escrever as idéias que surgiam ali, no Léo. Estudantes de comunicação, cada uma com a sua especialidade e algumas coisas em comum: apaixonadas por rímel, perfume francês,literatura , astrologia e bebidas com alto teor alcoólico. Torcedoras de times diferentes que detestam conversar sobre futebol. TPM todas têm das bravas. Ruiva, morena, loira e cafuza. Divas que acreditam em maestros e fadas. Bem-resolvidas emocionalmente nas horas vagas e estudiosas quando dá tempo.Aprendem muito com a bebida. Descobriram, por exemplo, que algumas mágoas são impossíveis de se afogar porque sabem nadar muito bem, por isso é importante ter assessoria na hora daquela dor-de-cotovelo que embriaga mais que cachaça. O conselho clássico é: se for chorar, use rímel à prova d’água.
Boêmias assumidas, acham do lado de fora aquilo que a arqui-tortura da FACHA não proporciona: ar fresco, bons assuntos e bebida gelada proibida para menores de dezoito anos. Um cenário perfeito para divagações, desabafos e trocas das mais diversas. Afinal, quando o gatorade*entra, tudo se colore ao redor como um arco-íris diluído no copo. E se o negócio é colecionar frases feitas, certas noites têm sido perfeitas. É por isso que quem consegue conciliar boemia com estudo rende mais; haja tempo e paciência para tanta sobriedade.
O astrólogo do jornal nunca leu nada sobre astrologia. Ele é lindo e lúdico, por vezes
sóbrio,mas nunca lúcido. A única coisa que o irrita são esses relógios de rua que, quando mais se quer saber das horas, só mostram os graus. E demora tanto para mudar do grau pra hora que não dá tempo de esperar. Segundo ele, muitos alunos se atrasam para aula por causa disso, e acabam ficando por ali mesmo ao léu, no Léo, rela-xando que a vida é bem melhor naquela hora...

Juntemos nossas latinhas pra reciclar nossas idéias. Depilações preparadas porque as calcinhas estão ao léo, no ventinho...Pernas e pensamentos ao ar, um brinde e vamos lá!

* Gatorade: vulgo cerveja.
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quinta-feira, outubro 05, 2006